Chove há semanas em Florianópolis e isso me baixou o astral e me jogou em tal torpor que eu me sentia como se estivesse em Joinville em 94. Não, 94 não foi um bom ano. Minha casa e meu carro são um espelho do que eu deixei acontecer na minha vida. Bagunça e sujeira. Bagunça na casa e sujeira no carro, melhor frisar essa parte. Mas sempre tem algo que me tira do torpor. Dessa vez foram baratas.
Cheguei em casa domingo à noite, após um final de semana extremamente cansativo e encontrei elas já na entrada, olhando para mim. Vendo que não tinha veneno por perto, demoraram para engendrar uma fuga. O que elas não sabiam é que eu com um chinelo na mão eu sou muito mais mortal que qualquer frasco de Baygon.
Antes de dormir avaliei meu ostracismo, minha decisão de ficar no esquema casa-trabalho-casa, de deixar várias coisas para depois, de estar sempre exausta - física e mentalmente - demais para qualquer coisa, qualquer palavra, qualquer programa. Foi o que bastou para retomar minha vidinha de sempre, a começar pela caixa de gordura, agora devidamente limpa e dedetizada. Os próximos passos serão o carro e o jardim.
E logo minha casa estará aberta às visitas, como eu sempre gostei, como sempre me fez bem.
Blues Velvet
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Tenho uma história em cada canto deste lugar
Nem todas publicáveis
Mas todas parte de mim
Aqui fui feliz e triste
Dancei, cantei
Me diverti e diverti...
Há 9 meses
Que bom que a vida está voltando ao normal e o blog voltou a ter posts!!!
ResponderExcluirAfinal, verão está chegando.
ResponderExcluirPois então, a Ana é minha matadora oficial de baratas e salvadora da pátria.
Ainda bem que não convivo mais com esses bichos mas o que tem de aranha aqui em casa...não precisa nem decorar pra Halloween.