quarta-feira, 9 de abril de 2008

Reforçando raízes

Minha tia, irmã da minha mãe, comemorou 50 anos de casamento no sábado passado. Fui na festa, uma festa típica de Gaspar: comida, bebida e música à vontade no sábado e rescaldo no domingo.

Momento memorável
Minha vó se olhar no espelho depois de se arrumar. Faz uma careta e desdenha: "Credo! Pareço uma velha de 80 anos!". Ela tem 93.

Reflexão inevitável
Jamais farei 50 anos de casada. Nem que eu arranje um marido agora, duvido que eu consiga agüentar alguém que não seja um dos meus filhos por muito tempo. Já acho um sucesso ter um relacionamento de quase 10 anos no currículo. Será que se eu arranjar mais quatro e juntar todos eu consigo uma festinha assim?

Shiny happy people
A família da minha mãe é espetacular. Formidável mesmo. Meus primos são as pessoas mais unidas que eu conheço. Todos os filhos de meus tios de Gaspar têm uma ligação entre si invejável. Invejável mesmo, porque a minha lá em casa não é das piores, mas não é nem um pouco parecida com a deles. E são ultra-mega-hiper alegres. Não consigo me sentir completemente pertencente à família, mas tenho o maior orgulho de poder dizer que faço parte dela.

Parem as rotativas!

Esses são os meninos do Musical Gaivota. Eles tocam algo entre música gaúcha e sertaneja modernetes. Enfim: dancei com saia rodada e salto fino entre 23h e 5h. Meus pés doem. Estou feliz. Acho que vou começar a freqüentar bailões...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Sorte de existir gente assim no mundo!

Numa rápida saída de casa no final de semana optei por um caminho diferente. Sabe aquelas idéias brilhantes que eu tenho às vezes. Pois é, atolei na areia, pertinho de casa, ou seja, logo depois do fim do mundo.

E não é que lá mesmo, no fim do mundo, no meio do nada, passa um carro ao longe e me vê? O cara estaciona, vem andando, olha pra minha cara de "ih, fodeu!", olha para as crianças no banco de trás e chama dois amigos.

Eles chegam logo em seguida com uma pá. Cavam, cavam, cavam, dão a partida, andam 20 centímetros e atolam de novo.

Aí eu, mal-educada que sou, tento ligar para o seguro.
- Só um instante senhora. É perto da praia?
- É Florianópolis, tudo é perto da praia. Mas não, não é na praia.
- É local de passagem?
- Sim.
- O guincho corre o risco de atolar?
- Sim.
- Só um instante, senhora...


Enquanto isso eles cavam, cavam, cavam - ouvindo meu lindo filho dizer que sabia que ia atolar e só eu que não vi isso - cavam, cavam e tiram o carro de lá. Juro que eles cavaram muito, tanto que acabou a areia, conseguiram chegar num ponto em que era terra dura.

Gente, eles foram os meus heróis!!!

Agradeci muito, mas se você for um dos camaradas que eu não sei nem o nome que moram ali perto do fim do mundo também e ajudaram a desatolar um carro branco no final de semana, obrigada de novo.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Sou uma heroína

Meu computador novo chegou e a única maneira de acessar a internet imediatamente era assinar o discador Terra com gratuidade promocional de dois meses. Assinei.

Agora, dois meses depois, cancelei a assinatura em apenas três telefonemas e 20 minutos, sem pagar um centavo.

Morram de inveja.

Ou façam como eu: "Vou mudar de país em 15 dias e meu telefone será desativado amanhã. Não preciso de e-mail. Meu celuar vai ser inativado também. Obrigada."

Coisas que só acontecem na minha família

Minha vó foi para o hospital. Soube que uma úlcera perfurou e aí saquei que já era. Ledo engano: devia parar de ler literatura da década de 50 para me atualizar quanto a probleminhas de saúde que levam os outros para o beleléu.

Ela foi medicada, cauterizaram a ferida no estômago e depois passou três dias em observação. Assim como crianças, idosos exigem acompanhante em tempo integral, houve um revezamento de familiares. Minto: ela é de outra época e sente uma vergonha inominável de que outras pessoas vejam as vergonhas dela, principalmente da família. Jamais permitiria que filhas ou netas ou sobrinhas trocassem um fraldão. Aliás, jamais permitiria que lhe colocassem um fraldão. Mas como não estava em condições de fazer suas vontades, deixamos que alguém que não fosse da família passasse a primeira noite com ela. Assim, não é da família porque não é do sangue, mas trabalha com minha mãe há um bom tempo.

Na primeira noite, enquanto a acompanhante cochilou, a velhota arrancou o soro e saiu. Foi resgatada na rampa. Na segunda noite, minha tia saiu do banheiro a tempo de pegar nosso maracujazinho na porta do quarto.
E o tempo todo murmurava:
- E a Trude, aquela boba. Me colocou aqui para roubar o Paulo de mim.
Pára tudo: quem é Trude e quem é Paulo?


Trude é minha mãe, na verdade Valtrudes. Val para o mundo, Trude para a família. Paulo é meu pai.

Seria uma mãe com ciúmes da nora?

Não. Paulo é o genro. Minha vó Adélia, mãe de minha mãe, foi morar com meus pais há um bom tempo. 10 anos? Mais? Não lembro.
Desde então é ela quem cuida de meu pai. Ele já passou por maus bocados em hospitais, o último há sete anos, quando sofreu um derrame. Desde então ele está um pouco mais velho do que deveria aparentar, um pouco mais lento e com algumas dificuldades motoras. Mas continua com velhos hábitos: acordar 5h da manhã, tomar café, sair, voltar para outro café às 9h, almoçar meio-dia em ponto, tomar outro café às 15h, e outro café às 18h, jantar às 20h e dormir no máximo às 21h. E quem cuida dessas regras todas? Sim, minha vó.

Minha mãe, se alguém tiver a boa vontade e permitir, acorda às 7h, 8h. Foi o que aconteceu no segundo dia em que minha vó estava no hospital. E onde estava meu pai? Descobriu cinco minutos depois, quando ele chegou carregado em casa. Resolveu ir comprar pão - já que minha vó não estava em casa para fazer pão caseiro - numa distância que vai bem uns três quilômetros. Caiu e os vizinhos recolheram. Ele tem saudade da velhinha.

A Vó voltou pra casa ontem, no final da tarde.
- Chegou, fuçou todo o guarda-roupa pra ver se não tinham tirado nada, deitou na cama dela e está dormindo um sono profundo, disse minha mãe.

Acho que ela também tinha saudade de casa, da casa da minha mãe que já é dela - aliás, minha mãe construiu uma casa nova depois que meu pai teve o derrame, uma casa térrea em que meu pai e minha vó se locomovessem com segurança.
Disso tudo só posso dizer que minha mãe que se cuide ou acaba aparecendo no Fantástico. A manchete?

"Mulher é abandonada pelo marido: ele deixou ela e fugiu com a sogra, de 93 anos"

quinta-feira, 27 de março de 2008

Tudo sobre meu novo filme

Hot, hot, hot! Pedro Almodóvar tem um blog para divulgar sua mais recente produção, Los Abrazos Rotos. Como ele não é chinelo como essa que vos escreve, a parada é trilíngüe. Mas enquanto eu escrevo na última flor do Lácio, ele divulga o filme em inglês, francês e, óbvio, espanhol.
Vai lá.
Mas vai com calma: nada de RSS nem de comentários. Mas já é um começo, né?

Update: Ricardo manda link do blog do Fernando Meirelles, feito também para divulgar o mais novo filme, Blindness.
(brasileiro. em português)
Esse foi o recado dele. Com RSS e comentários, essa é minha continuação.
Vai lá também.

segunda-feira, 24 de março de 2008

O bebê de Roman Polanski e Mia Farrow

Lembro bem das propagandas de O Bebê de Rosemary, filme que só passava na Sessão de Gala e criancinhas não podiam ver. Não pude ver.
Lembro da primeira vez que vi Mia Farrow em A Rosa Púrpura do Cairo e de como achei sua voz irritante.
Lembro, finalmente, da primeira vez que vi O Bebê de Rosemary e de como não causou em mim o terror prometido pelas propagandas da infância.

O Bebê de Rosemary não é um horror vulgar, não tem sangue, nem pessoas morrendo, nem mutilações. Além disso, para atingir sua plenitude, depende da fé do espectador, a conhecimento da religião católica, a crença em Satã, o medo do inferno e o pavor de um possível filho do Demo. Mas se uma mãe não acredita em nada disso, oks, ela vai ficar apavorada também. Enfim, revendo o filme o horror brotou. E juro, juro, juro, que não há uma cena, uma música, uma frase, uma atuação, um quadro, nada, nada, nada, que justifique um remake.

Impressionante é a atuação de Mia Farrow e de sua voz irritante e de sua fragilidade sessentista. Só de pensar que Polanski queria uma atriz mais americana, mais saudável, dá calafrios. Mia é tão perfeita que superei sua voz irritante - tudo nela me lembra Shelley Duvall em O Iluminado. Mas logo depois, no making of, já fiquei com raiva dela de novo. Que fique apenas no filme, Mia! Mas ok, admito que sua voz ficou maravilhosa na canção de ninar que embala o início e o final do filme. Pena o trailer não ter ela de fundo:





O que? Ficou curioso e quer conhecer a música? Oks, um passeio pela vizinhança do Dakota ao som de Mia Farrow:



Quanto a Polanski, bem, é eticamente inaceitável que eu fique dando audiência a um diretor pedófilo. Será que a genialidade pode superar a imoralidade? A educação católica que eu tive e que me deu o medo necessário para entender o filme também me faz sentir culpada nesse caso. Culpada ou não, assisti.

E por falar em educação católica, o que levou uma menina criada por freiras a casar com um pseudo-ator? Ê, vida! Esse ponto ficou fraco, ela não parecia tão apaixonada, nem parecia o tipo de garota que saiu do interior brigada com a família. Mas lá estava ela, em Nova Iorque, com o pseudo-ator, sendo uma boa dona-de-casa mas com um look bem modernete.

Quanto ao prédio, eu prometi não falar nada. Mas vá lá, novas gerações devem ler isso: o Dakota é o prédio onde Polanski filmou O Bebê de Rosemary em 67/68. Em 69 Charles Manson e seus seguidores mataram bem longe dali a mulher de Polanski, a atriz Sharon Tate, grávida de oito meses, ao som de Helter Skelter, música dos Beatles. E em 80, em frente ao Dakota, onde morava, John Lennon foi morto por Mark Chapman. Mais curiosidades? Mia Farrow mora ao lado do Dakota e atualmente Madonna é dona de um dos apartamentos do famoso prédio. Convenhamos, ele é lindo, não? E ainda sobre as fofocas de bastidores, Mia Farrow teve que escolher entre continuar filmando em Nova Iorque ou voltar para os braços do marido, o absolutamente maravilhoso Frank Sinatra. Sinatra dançou.

Acabou que a produção foi indicada a dois Oscar: Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante. Só Ruth Gordon levou, e ainda faturou o Globo de Ouro pelo papel da bisbilhoteira/irritante Minnie Castevet. Lembra da velhota? Não? Ensina-me a viver, a fulanda de 80 anos que fez um fulano de 18 apaixonar-se por ela. Então...

Quanto à iconografia, o pôster original, o verde lá em cima, é muito bom. Mas esse polonês, vermelho, que achei na internet, desenhado por Walkuski Wieslaw também é demais. Muito sexy para Mia, certo? Oks, mas amei as cores e as sombras.

sábado, 22 de março de 2008

You can dance

Trabalho na Sexta-feira Santa, feriado, sem crianças e tendo que escolher entre Célula e Blues. Na prática, a escolha era entre ver viadinhos pulando ao som tuntstunts ou ver metaleiros com a calça atochada balançando a cabeleira. Como meus viadinhos estavam fora da cidade, venceu o nome na porta e lá fui eu para uma noite de metaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal. Cheguei atrasada. Pena. Não vi Mekron. Mas quero agradecer a quem teve a idéia de jerico de chamar o Mutley para discotecar entre as bandas. Ver uma rodinha de metaleiros dançando e cantando, eu escrevi c-a-n-t-a-n-d-o, Dancing Queen, sim, Abba, foi uma experiência inesquecível. Ok, tenho medo de represálias e me contive para não filmar. Sabe como é, metaleiros são malvados, uuuuuuu. Esse vídeo é para eles. Reparem no tecladista aos 1'28" do vídeo. Depois pensem nos metaleiros. É divertido, juro. E, sabe, achei que a letra da música não poderia ser mais própria para a situação. São pequenos momentos perfeitos que fazem uma noite valer a pena...




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Anotação para adotar nessas saidinhas bizarras: não deixar que me digam o que eu não quero (nem preciso) ouvir.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O primeiro episódio é de graça

Seguinte: não fui abduzida. Também não bebi toda a cachaça do post anterior em cinco segundos e entrei em coma alcoólico. O que aconteceu foi que no Carnaval minha sogra (isso mesmo, não tenho marido mas tenho sogra) me viciou em Lost.
Desde então não tenho mais vida. Não saio. Não leio. Não vejo filmes. Não vou à praia. Não vejo o sol. Não faço amigos.

Simplesmente fico com o coração dividido entre um torturador da Guarda Nacional do Iraque que não corta as unhas e um médico de coluna teimoso e candidato a Loser do Ano.

Acabei a terceira temporada mas não comecei a quarta.

Vendi minha alma até 2010.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Essa é da Boa

Não são só os limões da vida que viram deliciosas caipirinhas com mel. Esse maravilhoso jabá, por exemplo, vai render umas duas ou três.
Oh, yes!!!



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

E quem disse que mulher não entende de carro?

Hot Wheels por US$ 140 mil. Mais informações, aqui.

At last! My arm is complete again!

A minha ida ao cinema estava marcada para quinta-feira passada, mas um bater de asas de borboleta na África desencadeou acontecimentos que me impediram. Para completar, no mesmo dia uma quase-tragédia familiar fez com que eu adiasse por mais tempo. Ontem, finalmente, (som de tambores) consegui ver Sweeney Tood, O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.
Ao meu lado, a sogra, aquela que há uns cinco anos afirmou que jamais veria outro filme comigo depois de quase desidratar com Dançando no Escuro. É, brasileiro não desiste nunca porque tem a memória fraca. Já na primeira cena, quando o camaradinha-leite-ninho canta, um grave suspiro vem da cadeira dela: ela não sabia que era musical. No meu outro lado, a companheira de trabalho-balada-cerveja-cigarro Ana. Boa companhia, tirando a hora em que no auge do meu envolvimento com uma cena grotesca ela lasca um "calma, é só catchup".
Ao que me parece, é inevitável ligar nosso querido barbeiro a Edward Mãos-de-Tesoura, afinal são Johnny Depp, cabelos longos, navalhas e Tim Burton. Mas ainda sustento que o namoradinho da Winona Ryder tinha uma doçura e uma incompreensão de mundo que falta ao Mr. T, o vingativo barbeiro com conceitos pra lá de bem solidificados sobre a alma humana. Se fosse para comparar com outro Depp/Burton eu escolheria a loucura e o sadismo de Willy Wonka, só que numa versão muito, muito, muito sombria.
Aliás, pensei nessa comparação já nos créditos, quando se mostra a Londres de cima e aparece no meio das chaminés cinzas um cilindro com linhas vermelhas e brancas girando (aquilo deve ter um nome próprio, mas eu não faço idéia de qual seja). Aliás, os créditos iniciais me lembram uma Fantástica Fábrica de Chocolate overmacabra. Achei genial que nessa parte foi desenhada toda a sinopse sem precisar de pessoas nem palavras. Tanto que catei no YouTube para mostrar. Enjoy it:



No mais, o filme faz referência a Hitchcock, tanto no quesito musical quanto na técnica narrativa. A cada vez que um elemento novo é inserido na história, você já sabe o que ele vai fazer ou o que será feito com ele. Mas você não sabe como nem quando. E é aí que reside os grandes momentos de tensão e suspense. Só que o sangue que faltou em toda a obra do velho Hitch aparece de sobra no barbeiro. É bom estar preparado.
É bom estar preparado, também, para as músicas. Nem sempre são bonitas, nem sempre são melodiosas e às vezes você suplica para que nem comece. Mas dou o braço a torcer: no quesito musical Johnny Depp não decepciona e Helena Bonham Carter arrasa. Dureza é ouvir os jovenzinhos Jamie Campbell Bower e Jayne Wisener. Ele esteve muito bem no papel de imberbe-tolo-apaixonado e tem um quê andrógino e uma certa estranheza que me faz apostar que aparecerá em outros Burton. Já a loirinha-Julieta-aprisionada não tem nada demais. Saudades de Cristina Ricci e da já citada Winona.
E como não se pode deixar de dizer ainda agora, a estética e o cenário são partes pulsantes na história e isso Tim sabe como comandar. Londres está tão suja, tão sombria, tão demoníaca quanto os sentimentos do barbeiro. Com tudo isso, o filme concorre em três categorias do Oscar: Melhor Ator, Figurino e Direção de Arte.
Ah, e para a Gica, que anda se aventurando pelo mundo das barbas, Mr. T traz um modelo muito bom. Palavras dele: I can guarantee the closest shave you'll ever know.
O quê? Querem o trailer também???? Ok, aí vai:

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Incrível: acabou de sair a notícia do novo trailer no G1 e encontrei ele no YouTube. Foi postado há cinco horas. E eu levei TUDO ISSO para trazer para o Suzanne Valandon:



E só porque eu viciei nessa onda, Indiana Jones em Lego. Mas esse foge do esquema trailer:

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Lesmas alimentam-se de...

...uma uma grande variedade de plantas, devorando tanto as raízes quanto a parte aérea, sempre no período da noite. Isso é o que diz a página infantil sobre lesmas da Fiocruz. Mas eu digo que lesmas comem... ração de cachorro. E mais: melecam tanto a vasilha que o cachorro não quer mais comer nela.
Quando eu era criança eu tinha um prazer ultra-sádico de jogar sal nelas só para ver elas derreterem. Ia jogando de pitada em pitada pra ver cada uma se contorcendo bem devagarinho até se tranformar numa massa disforme de gosma.
Mais tarde soube que isso acontece por osmose. A-hã, aquilo que a gente houve falar em cursinho e que é tão fácil que chega a torcer para cair no vestibular e não zerar em biologia. Nessa época eu soube que dá para fazer o mesmo com sapos e perereca, mas eu acho esses tão legais que jamais admiti sequer a hipótese de tentar.
Agora, mais tarde ainda, quando os meus cães são impiedosamente suprimidos de seu alimento durante a noite, eu vou atrás de uma maneira menos cruel de eliminar esses monstros.Vamos à receita:
Distribua pela área, vasilhas rasas com cerveja, após a rega habitual, por volta de 19h. Lá por volta de 23h e meia-noite, vá ao local e recolha estas vasilhas e aniquile os bichos com sal.
Sim, eles querem que eu trate lesma com cerveja e no final faça o que eu sempre fiz, jogue sal nelas. E o que eu faço entre 19h e meia-noite equanto elas bebem? Para me redimir do sadismo infantil e me preparar para a chacina, bebo também, em solidariedade. Claro! Hipóteses para o final da receita:
1 - Acabo jogando açúcar nelas;
2 - Esqueço completamente delas e elas vão para casa felizes;
3 - Elas voltam no dia seguinte com seus canequinhos, pedindo mais;
4 - Acabo abraçada nelas dizendo que considero elas pra caralho.
Bom, no que se refere a lesmas, acho que vou ficar só no sal.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Assunto sério

Nunca assisti Heroes, nem sei do que se trata, mas eles fizeram uma ação promocional bem legal: você escolhe um trechinho e coloca as legendas que quiser. Infelizmente não foram tão espertos a ponto de disponibilizar os vídeos embedados, então se você quiser ver o meu, terá que ir no site.
Se você gostou da brincadeira também, faça o seu e me manda o link. Vou adorar assistir.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carnaval, carnaval


Como eu disse, eu adoro.

Em tempo, era a máquina que estava bêbada, não eu.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Ei, beibe, sonhei contigo!

Sonhei com ele na noite passada. Estava com a barba grande, lindo, lindo. Acho mais bonito assim, fica com mais cara de homem. Eu estava sentada no sofá, abraçando minhas pernas compridas, e só o observava. Ele estava lá e falava bastante, justo ele que é sempre tão calado. E sorria. Que sorriso!!! E fazia tudo isso enquanto... limpava a casa. Sim, ele segurava um mop, molhava no balde, torcia e passava no chão.
Desperdício: sonhar com ele e não ser nada mais picante.
Raiva: acordar e a casa continuar suja.

Seja um passivo das informações

Conheço o netvibes desde julho passado, quando fiz um curso de jornalismo digital em São Paulo. Ele não é uma ferramenta específica para profissão, é uma mão na roda para quem, como eu, precisa ficar de olho em tudo que rola em vários sites da rede.

O conceito do netvibes é simples, é um desktop virtual. Uma vez montado, você entra com login e senha em qualquer computador e ele estará do mesmo jeito que você deixou. Ok, às vezes ele demora carregar e aí tem que lembrar que é uma versão beta.

Uma vez lá dentro você vai incluindo conteúdos que quer nos eu desktop virtual. Você pode colocar ali um bloco com o seu e-mail, que vai mostra os últimos não lidos numa quantidade que você determinar. Você pode colocar um bloco com busca do google, do youtube, de imagens. Você pode coloca previsão do tempo eu um bloco de tarefas. E você pode mudar esses bloquinhos de lugar, trocar as cores e tudo o mais.

Agora, o mais legal: você pode ter blocos de leitores de RSS. "Como assim?". Você adiciona um feed, digamos o da Suzanne Valadon, e ele imediatamente cria um bloco com os últimos posts. Sempre que tiver um post novo aqui, ele vai aparecer lá. E isso vale para sites noticiosos que têm feed rss. Sacou agora? Em qualquer máquina que você entrar, vai ter uma página sua onde você vai poder ver as últimas do diario.com.br, g1, uol, BBC Brasil e qual mais você desejar.

Acabou o espaço na folha? Cria uma nova aba. Uma para blogs, uma para notícias, uma para esportes...

E no final você não precisa entrar mais diariamente nas páginas dos seus amigos, como o Cala-te Boca ou o Dadivosa, que às vezes passam semanas sem atualizar e quando eu vou lá, tem um monte de posts, do nada. Ruim é quando blogs excelentes como o Verde Velma, o SpaceMelato e o Fancaria (esse foi dica do Dauro) fazem blogs sem feed. Vamos agilizar aí, vamos?

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Bang-Bang

The Magnificente Seven em ingles, Os Sete Mercenários na legenda, Sete Homens e Um Destino para a maioria dos mortais. Sim senhores, um faroeste de 1960. Escalação? Eli Wallach como bandido, Yul Brynner como líder des seis comparsas Brad Dexter, James Coburn, Horst Buchholz, Robert Vaughn, Charles Bronson e Steve McQueen. Conheceu os últimos três, né? Isso mesmo, o elenco tinha tanta testosterona que achei que minha televisão ia terminar peluda!

A princípio, o filme seria uma adaptação fiel de Os Sete Samurais, de Akira Kurosawa, mas acabou incorporando outros elementos e diálogos. Melhor, ficou um clássico por si só. No Oscar daquele ano outro filme meio faroeste, meio guerra, fez sucesso: Álamo, estréia de John Wayne na direção, teve sete indicações. The Magnifent Seven concorreu apenas ao- embora tenha concorrido ao Oscar apenas por melhor música em filme dramático (tinha ainda melhor música para musical e melhor música original).

Sinopse: sete pistoleiros vão, por um preço irrisório, livrar um povoado pobre do México de um grupo de bandoleiros. Informações interessantes: o povoado é mexicano; os bandoleiros são mexicanos; apenas um dos pistoleiros é mexicano.
Será que os americanos foram porque são bonzinhos? Bem, cada um tem seu motivo, mas o líder proferiu uma frase ótima quando procurado por três moradores do vilarejo: "contratem alguém, homens são mais baratos que armas".

Depois de duas horas de poeira e várias cenas bárbaras, elejo uma para dica da Suzanne: o sétimo pistoleiro não foi contratado imediatamente porque não era rápido o suficiente; não deixe de notar a maneira que ele pesca.

Além da dica, os clássicos comentários inúteis:
- Como os homens conseguiam usar calças com cós tão alto e tão justas na bunda? Não é à toa que os vaqueiros ficaram com famas de viadinhos...
- Não bastasse a modelagem ridícula, ainda colocam o líder todo de preto, o tempo todo. Ah, sim, era um filme inspirado em samurai... Essa aí era o ninja.
- São raros os faroestes que mulher não aparece fazendo um papel ridículo. Esse não se salva.
- Os mexicanos fazem uma farra do boi diferente: os ecologistas de Santa Catarina deveriam aderir - mas acho que em Governador Celso Ramos não pegava, a menos que o touro fosse um dos ecologistas...
- Os mexicanos são meio malas mesmo, mas nem por isso deixe de tomar uma tequila no final em homenagem a eles. Oportunidade de tomar tequila a gente não deixa passar, né?

A seguir, para dar um gostinho, trailers do filme - eles estão nos extras do DVD, assim como o making-of e comentários.

O primeiro é um trailer bem normalzinho, mas a fonte do título e excelente.


O segundo, diga aí, é genial!!!



E o terceiro é da série Eu Amo o YouTube:

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A Menina que Roubava Livros


Certos livros não deveriam trazer a foto do autor. Um deles é "A Menina que Roubava Livros" (Intrínseca, 500pgs, R$ 21,20), em que Markus Zusak faz uma narração do ponto de vista da Morte. Não é possível conceber aquele cara novinho (assim, da minha idade), de queixo quadrado e cabelo jogado, sorrindo (vejam vocês, ele sorri!) escrevendo coisas como fez uma pausa silenciosa de doze frases ou pra mim, o céu era da cor dos judeus.

Esse é mais um livro da série "peguei na biblioteca porque estava na seção de indicados". Volta e meia eu chego nessa prateleira para me obrigar a conhecer autores diferentes. Essa obra me chamou a atenção. Primeiro de longe, pela belísima capa. Depois pelo título: eu já fui uma menina que roubou livro e consigo lembrar da primeira vez que eu entrei numa biblioteca, da primeira vez que entrei numa livraria, do primeiro livro que eu tive e da sensação que esses três momentos causaram na minha vida.

Só em casa fui descobrir que a narradora era a Morte. E, putz, ela não era bem como eu imaginava. Não no início. Muito leve, muito lírica, muito meiga. Depois me acostumei com toda sua poesia.

Minha segunda descoberta foi uma história de uma menina alemã, pobre, na II Guerra. Mas o que ainda há para ser dito sobre a II Guerra? Ainda mais por garotinhas leitoras? Já não houve uma judia famosa? Bem, essa é alemã. Mas gosta de judeus. Para mim, que não li Anne Frank, a maneira do tempo passar foi fabulosa, ver que aquela informação da aula de história de que a guerra durou só seis anos deixa de ser relevante quando você está no meio da disputa e não sabe exatamente quanto ela vai durar.

No final, o livro deixa passar uma nesga de 'inspirado em fatos reais', já que termina na Austrália, onde o autor nasceu, filho de pais que cresceram na Alemanha nazista e na Áustria.

Ok, acompanhei Liesel Meminger, seus amigos, seus dramas. Odiei nazistas, amei judeus. Não seria fabuloso se tudo terminasse em 1945? Agora, depois de ler outras histórias, tudo parece meio repetitivo.

Mais informações sobre Markus Zusak e A Menina que Roubava Livros? Tem o site oficial (com a foto) e uma entrevista no ReadingGroupGuides.com

Anotação Mental da Suzanne - sempre que ouço, leio, vejo outra história sobre a II Guerra me pergunto: e aí, já não está na hora de se falar de Israel e Palestina?

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

E dá-lhe grana

Fazendo um post no Criançada em homenagem aos 50 anos do Lego eu descobri um trailer bem legal: The Dark Knight em Lego. Fiquei fissurada e doida pra comprar um jogo novo. Mas vocês já viram o preço? Credo!

Em tempo: o trailer original está no post sobre o Heath Leadger.
O trailer com bonequinhos está aí embaixo. Só acho uma pena o cara não querer estragar as pecinhas dele e não ter feito explosões de verdade.
Ah, e eu saí no Volume por conta do post no Criançada. Tô toda, toda.